Quando se fala de AR POLUÍDO logo imaginamos aquela grande indústria expelindo fumaça preta.
Quando se pensa em RIO POLUÍDO de imediato nos vem o nome do Rio Tietê de São Paulo, ou algo longínquo.
Mas...não é bem assim que as coisas acontecem, a POLUIÇÃO está mais perto da nossa casa, do nosso lar e da nossa "Capital Ecológica" do que pensamos.
Aliás, "enchemos" a boca para falar de Curitiba, de nossos famosos parques, de nossas áreas verdes, nosso transporte público, nossos ônibus abastecidos com Biodiesel, dentre outras iniciativas maravilhosas, mas pouco se fala que ainda há "muito" para fazer da nossa cidade um modelo ecologicamente correto.
E deveria começar pela educação de seus moradores. Por exemplo, Curitiba é a capital do país que mais tem carro por habitante! Mas esse complexo assunto tem haver com o poder público, pois o sistema de transporte "dos sonhos" não atende a demanda da população, em especial nos horários de rush.
Entretanto, vou contar o que me aconteceu neste fim de semana passado:
Sábado alguém da minha vizinhança simplesmente resolveu fazer "fogo" e a fumaça invadiu minha casa e ficou aquele cheiro sufocante durante a noite toda, só foi passar aquele cheiro nauseante no domingo de manhã quando escancarei todas as janelas. E aí, onde estava a educação ambiental deste ser humano? Ele pensou em quem poderia prejudicar antes de fazer o que fez? Ele pensou no mal que faria à pessoas que já estavam doentes por causa da semana de seca que tivemos? Por isso que a cada atitude dessa, deveria se pensar: será que não vou prejudicar meus semelhantes com a minha atitude?
Outro fato que me chamou a atenção neste fim de semana Curitibano foi que fomos almoçar domingo numa sociedade próxima da nossa casa quando no caminho nos deparamos com um riozinho, quase um filete de água totalmente poluído e cercado de grandes casas. Eu comentei para meu marido e meus filhos a respeito da sujeira e de aquela água ser um esgoto à céu aberto. Sabe como é criança pequena, curiosa e interessada em tudo: pois bem meu filho de 3 anos começou a questionar sobre a existência de peixes naquela água, se era possível pescar ali, e tivemos que explicar para ele que ali não era possível fazer isso por causa da água ser suja e que principalmente, naquela água, dificilmente um peixe conseguiria sobreviver.
E vem à mente a pergunta que não quer calar: Afinal, que mundo queremos deixar para os nossos filhos?
Não dá mais pra viver num mundo de adultos sem educação ambiental, sem preocupações maiores, menos egoístas e mais voltadas para algo mais amplo, pensar no outro, pensar no próximo.
Vamos fazer a nossa parte? Infelizmente é através de exemplos tristes assim, do cotidiano, é possível acordar e ver quão importante é a nossa consciência das BOAS AÇÕES.
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